quarta-feira, 27 de maio de 2009

encontro 6 - paralelo - 26.05

Oi gente.
Ficou comigo a tarefa de relatar o encontro da mesa branca de hoje.
Estiveram presentes eu, Nicole e João e a reunião aconteceu mesmo no Paralelo.
Assistimos ao filme indicado pelo Neto seguindo as recomendações dele, só não sentimos necessidade/desejo de ver a entrevista.
Ficamos amplamente intrigados e satisfeitos com o vídeo orginal e toda a negociação para as 5 versões subsequentes.

Bom, diversas conversas sobre os filmes aconteceram e indicamos que as pessoas vejam pois realmente vale a pena (levo o dvd no próximo encontro e providenciamos cópias para as pessoas que assim desejarem).

No entanto tivemos diversas idéias para encaminhar nosso desejo de trocar procedimentos de trabalho, potencializando as trocas que estamos começando a fazer a partir das conversas sobre nossas atuais criações. A idéia que ganhou um vulto mais interessante foi a de elaborarmos uma espécie de jogo de tabuleiro que sirva como metodologia para as trocas de instruções/limitações/procedimentos. Algo que faça com que as trocas sejam regidas por alguma forma de jogo mesmo.
Para isso pensamos que todos e todas podemos começar a trabalhar em difertentes formas de instigar o trabalho do outro (restrições, ordens, instruções, anyway...) para que possamos trabalhar num jogo a partir delas. Bom, é uma idéia que nos deixou bastante empolgados.

Isso aconteceria depois que terminarmos a rodada de apresentação dos trabalhos.
Ainda temos a Nicole e a Luana que querem mostrar materiais, certo?
Eu também queria colocar na roda algumas coisas (dentro de pelo menos duas semanas).
Podemos ir negociando a elaboração do tal jogo de trocas enquanto terminamos essas apresentações. O que acham?

Para a semana que vem, dia 02, existe a possibilidade de articulamos a apresentação do trabalho da Nicole com uma reunião que ela tem com a Ana Gonzalez para apresentar seu projeto... o que seria uma conexão interessante. A Nicole ficou de entrar em contato com a Ana para sondar essa possibilidade.
Em caso de resposta afirmativa, a reunião de semana que vem aconteceria novamente no paralelo e falariamos sobre o trabalho da Nicole.
Se isso não for possível teremos que articular uma outra proposta. Luana?

Enfim, vamos nos acertando.

Um beijo e boa semana para vocês!

Ricardo.



Resposta do Neto:

gente que bom que filme foi produtivo..
falei que valia a pena, é bem interessante mesmo..

acho boa essa ideia de jogo, temos que articular direito como isso funcionaria mas fico animado.
e se tmb fizemos algum tipo de registro do processo de montagem do jogo, como o lars von trier registrou as cinco restricoes..
nao sei s uma ideia que talvez gere algo bcana..

tem um site www.everybodystoolbox.net que é uma database de procedimentos para criacao em artes cenicas.
Deem uma olhada la, é bem bacana, tem os supostos procedimentos, uma explicacao e como eles funcionam..
a ideia é que vc pode adicionar procedimentos e usar os que estao la livremente..
a menina que criou este site ta aqui comigo, ela é bem legal, super interessada em desenvolvimento e troca de metodologias..

leiam la, de repente temos novas ideias..

bom, vamos conversando, mas fico bem animado..

bjos

Beti

Oi gente amiga da mesa branca,
tô eu aqui no sitio, trouxe o filme, vou assistir e pensar em propostas para o nosso jogo.
Tipo jogo da vida? Tenho pensado tanto naquele tabuleiro... acho que so agora ele faz sentido... enfim...

Também vou querer compartilhar alguma coisa com vcs sim, antes de terminar essa "rodada", so que vai ter que ser na volta do sitio, e vou ter que me organizar um pouquinho... rs.

A gente se fala!

beijos!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

encontro 5 - no cafofo

nicole

Olá,
então, hoje no cafofo falamos bastante do trabalho da Pati, tentando resolver o enigma do cubo mágico... mas por fim, depois que eu saí de lá lembrei de uma frase da beti, que era algo sobre o trablaho dela com os objets trouvés "mas se eu fizer isso eu resolvo o trabalho e ele termina, eu nao quero resolver" (ou algo assim)
e acho que só a Pati pode mesmo responder como ela pode apresentar esse trabalho no SESC.
bom sobre a próxima reunião,
vai ser no paralelo
mesmo horário/dia
vamos ver um filme do lars von trier (que o neto vai gravar, nao sei o nome, mas eles sabem)
:)

abraço
n.

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Ricardo:

Valeu pelo retorno nicole!
Estou aqui de longe mas "acompanhando espiritualmente a mesa branca.". (isso ficou engraçado).
Então gente... o projeto que eu e beti estamos executando (do qual vocês já fazem part de alguma forma a partir de nossos encontros) tem um blog:
Quando tiverem um tempo dêem uma sapeada por lá!
bjoca do ricardo.

encontro 4 - paralelo in the skype with dimanonds




Ricardo:

Olá gentes.
Escrevo para mais uma vez agradecer pela tarde de hoje.
Levando em conta todas as dificuldades (ou facilidades?) dos aparatos tecnológicos, ficamos aqui muito satisfeitos com podermos partilhar com vocês nosso trabalho assim, "bem no gerúndio".
Me parece importante que situações bastante diversas possam conviver nesses encontros da mesa branca, assim a gente se mantém querendo descobrir coisas, não só sobre nossos trabalhos, mas também sobre como partilhá-los em diferentes fases e contextos.
Até semana que vem, no mesmo bathorário, com a incrível paty.
Onde vai ser o encontro mesmo???
Se vocês forem estar num lugar com acesso a internet me avisem e estarei conectado.
Beijos e Beijos,
Ricardo

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João:

Foi realmente muito interessante o encontro da Mesa Branca de hoje. Pela primeira vez fizemos um tipo de contato que há alguns anos pareceria coisa de outro planeta. O teletransporte vem em breve. Graças à tecnologia pudemos mediar "ao vivo" a presença nada virtual de pessoas separadas por mais de 600 km. Claro que essa mediação nos colocou questões sobre a forma com a qual a discussão aconteceu. Essas questões me pareceram tão interessantes, que poderiam ser em si mesmas matéria de reflexão para nossas discussões sobre "processo", "procedimento", "suporte", etc e tal.

Além disso, o encontro teve uma prorrogação (tipo Coffee and Cigarettes) no corredor da Estreita que pra mim foi muito interessante. Falamos sobre o que seriam possibilidades de troca de procedimentos e mesmo de experiências de "traduções" entre o tipo de processo que "nós" fotografos (Glória a Deus!!!) e os bailarinos (Aleluia Irmão!!!). De fato, questionamos o carater de nossos tipos de processo e a possivel impossibilidade (sic!) de haver uma troca pela propria diversidade de "matérias" em questão. Pensamos também rapidamente sobre os "processos" e "procedimentos" propostos (ou construídos) e "petrificados" na história na fotografia, da dança do teatro, ..., como algo que foi negado e então propostas "novas" de processo aparecem. De qualquer maneira, o tipo de criação da dança (do Couve) é muito diferente da fotografia (do Nef?).

Houve ainda uma segunda prorrogação minha e da Pat no caminho para casa, discuntindo nossos processos com fotografia. Pensei sobre como os procedimentos "tradicionais" da fotografia carregam em si mosmos certos valores, e de que, portanto seria interessante inventar procedimentos a partir de valores mais interessantes (meio obvio, mas compartilhavel). Talvez fosse possível mesmo pensar uma outra fotografia "documental", feita segundo um outro universo de valores.

Essa reflexão toda me estilmula a propor que no futuro, após nos familiarizarmos com os trabalhos de todos, fizessemos trocas mais consistentes e mais propositivas, com exercícios de "processo" e principalmente com o que vocês estão chamando de "tradução".

Nos encontramos no mesmo horário na terça que vem no Cafofo, (rua Presidente Faria 266).

abs
João

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Nicole:
oi
ontem, mais uma vez minha presença foi apenas espiritual, nem tive tempo de provar o café, espero que tenha ficado decente.
:)
terça que vem estarei lá, com certeza e sem mais impecílios.
abaixo alguns comentários do email do joao, coisas que me fizeram pensar.

Pela primeira vez fizemos um tipo de contato que há alguns anos pareceria coisa de outro planeta. O teletransporte vem em breve. Graças à tecnologia pudemos mediar "ao vivo" a presença nada virtual de pessoas separadas por mais de 600 km.

fiquei imaginando os desdobramentos tecnologicos que seguirao, em breve teremos uma presença virtual tao real quanto... a real. sentiremos cheiros, abraçaremos chineses que moram na australia, australianos que passam férias nas bahamas... e aí irão dizer: a virtualidade morreu. e aí pensei também que quase sempre o motivo de estarmos em outro lugar é justamente esse: o de nao estar mais aqui. viajamos para experenciar algo que é mais do que conehcer outros lugares, ou outras pessoas. disso, aposto, logo a internet dará conta. essa distancia física que impomos talvez seja uma tentativa honesta (e necessária) de nos deslocarmos de nós mesmos.

Além disso, o encontro teve uma prorrogação (tipo Coffee and Cigarettes) no corredor da Estreita que pra mim foi muito interessante.

incrível o que acontece quando pensamos que nao estamos mais falando sério.

Falamos sobre o que seriam possibilidades de troca de procedimentos e mesmo de experiências de "traduções" entre o tipo de processo que "nós" fotografos (Glória a Deus!!!) e os bailarinos (Aleluia Irmão!!!).

aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, enfim reencarnados.

Houve ainda uma segunda prorrogação minha e da Pat no caminho para casa, discuntindo nossos processos com fotografia. Pensei sobre como os procedimentos "tradicionais" da fotografia carregam em si mosmos certos valores, e de que, portanto seria interessante inventar procedimentos a partir de valores mais interessantes (meio obvio, mas compartilhavel). Talvez fosse possível mesmo pensar uma outra fotografia "documental", feita segundo um outro universo de valores.

acho que a fotografia, como qualquer linguagem, tem seus recursos e caracteristicas proprias (sim, o óbvio). nao acredito numa expansao de valores possivel que nao seja por meio de experimentações desses (des)limites. nao posso mudar a fotografia (ou qualquer outra coisa) simplesmente a partir do que eu penso, primeiro tenho que mudar a forma de pensar a fotografia a partir da fotografia e nisso estamos no mesmo barco do "processo".

Essa reflexão toda me estilmula a propor que no futuro, após nos familiarizarmos com os trabalhos de todos, fizessemos trocas mais consistentes e mais propositivas, com exercícios de "processo" e principalmente com o que vocês estão chamando de "tradução".

Nos encontramos no mesmo horário na terça que vem no Cafofo, (rua Presidente Faria 266).

estarei lá beijo! n.

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Beti:

Oi meninos e meninas,
segue em anexo duas fotinhos do nosso encontro no Sítio do Pica-pau amarelo.
Pura "mise en abîme"! adorei!
beijos
até amanhã - terça
às 14h 30 no Cafofo