
Ricardo:
Olá gentes.
Olá gentes.
Escrevo para mais uma vez agradecer pela tarde de hoje.
Levando em conta todas as dificuldades (ou facilidades?) dos aparatos tecnológicos, ficamos aqui muito satisfeitos com podermos partilhar com vocês nosso trabalho assim, "bem no gerúndio".
Me parece importante que situações bastante diversas possam conviver nesses encontros da mesa branca, assim a gente se mantém querendo descobrir coisas, não só sobre nossos trabalhos, mas também sobre como partilhá-los em diferentes fases e contextos.
Até semana que vem, no mesmo bathorário, com a incrível paty.
Onde vai ser o encontro mesmo???
Se vocês forem estar num lugar com acesso a internet me avisem e estarei conectado.
Beijos e Beijos,
Ricardo-------------------------------------------------------
João:
Foi realmente muito interessante o encontro da Mesa Branca de hoje. Pela primeira vez fizemos um tipo de contato que há alguns anos pareceria coisa de outro planeta. O teletransporte vem em breve. Graças à tecnologia pudemos mediar "ao vivo" a presença nada virtual de pessoas separadas por mais de 600 km. Claro que essa mediação nos colocou questões sobre a forma com a qual a discussão aconteceu. Essas questões me pareceram tão interessantes, que poderiam ser em si mesmas matéria de reflexão para nossas discussões sobre "processo", "procedimento", "suporte", etc e tal.
Além disso, o encontro teve uma prorrogação (tipo Coffee and Cigarettes) no corredor da Estreita que pra mim foi muito interessante. Falamos sobre o que seriam possibilidades de troca de procedimentos e mesmo de experiências de "traduções" entre o tipo de processo que "nós" fotografos (Glória a Deus!!!) e os bailarinos (Aleluia Irmão!!!). De fato, questionamos o carater de nossos tipos de processo e a possivel impossibilidade (sic!) de haver uma troca pela propria diversidade de "matérias" em questão. Pensamos também rapidamente sobre os "processos" e "procedimentos" propostos (ou construídos) e "petrificados" na história na fotografia, da dança do teatro, ..., como algo que foi negado e então propostas "novas" de processo aparecem. De qualquer maneira, o tipo de criação da dança (do Couve) é muito diferente da fotografia (do Nef?).
Houve ainda uma segunda prorrogação minha e da Pat no caminho para casa, discuntindo nossos processos com fotografia. Pensei sobre como os procedimentos "tradicionais" da fotografia carregam em si mosmos certos valores, e de que, portanto seria interessante inventar procedimentos a partir de valores mais interessantes (meio obvio, mas compartilhavel). Talvez fosse possível mesmo pensar uma outra fotografia "documental", feita segundo um outro universo de valores.
Essa reflexão toda me estilmula a propor que no futuro, após nos familiarizarmos com os trabalhos de todos, fizessemos trocas mais consistentes e mais propositivas, com exercícios de "processo" e principalmente com o que vocês estão chamando de "tradução".
Nos encontramos no mesmo horário na terça que vem no Cafofo, (rua Presidente Faria 266).
abs
João
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Nicole:
oi
ontem, mais uma vez minha presença foi apenas espiritual, nem tive tempo de provar o café, espero que tenha ficado decente.
:)
terça que vem estarei lá, com certeza e sem mais impecílios.
abaixo alguns comentários do email do joao, coisas que me fizeram pensar.
Pela primeira vez fizemos um tipo de contato que há alguns anos pareceria coisa de outro planeta. O teletransporte vem em breve. Graças à tecnologia pudemos mediar "ao vivo" a presença nada virtual de pessoas separadas por mais de 600 km.
fiquei imaginando os desdobramentos tecnologicos que seguirao, em breve teremos uma presença virtual tao real quanto... a real. sentiremos cheiros, abraçaremos chineses que moram na australia, australianos que passam férias nas bahamas... e aí irão dizer: a virtualidade morreu. e aí pensei também que quase sempre o motivo de estarmos em outro lugar é justamente esse: o de nao estar mais aqui. viajamos para experenciar algo que é mais do que conehcer outros lugares, ou outras pessoas. disso, aposto, logo a internet dará conta. essa distancia física que impomos talvez seja uma tentativa honesta (e necessária) de nos deslocarmos de nós mesmos.
Além disso, o encontro teve uma prorrogação (tipo Coffee and Cigarettes) no corredor da Estreita que pra mim foi muito interessante.
incrível o que acontece quando pensamos que nao estamos mais falando sério.
Falamos sobre o que seriam possibilidades de troca de procedimentos e mesmo de experiências de "traduções" entre o tipo de processo que "nós" fotografos (Glória a Deus!!!) e os bailarinos (Aleluia Irmão!!!).
aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, enfim reencarnados.
Houve ainda uma segunda prorrogação minha e da Pat no caminho para casa, discuntindo nossos processos com fotografia. Pensei sobre como os procedimentos "tradicionais" da fotografia carregam em si mosmos certos valores, e de que, portanto seria interessante inventar procedimentos a partir de valores mais interessantes (meio obvio, mas compartilhavel). Talvez fosse possível mesmo pensar uma outra fotografia "documental", feita segundo um outro universo de valores.
acho que a fotografia, como qualquer linguagem, tem seus recursos e caracteristicas proprias (sim, o óbvio). nao acredito numa expansao de valores possivel que nao seja por meio de experimentações desses (des)limites. nao posso mudar a fotografia (ou qualquer outra coisa) simplesmente a partir do que eu penso, primeiro tenho que mudar a forma de pensar a fotografia a partir da fotografia e nisso estamos no mesmo barco do "processo".
Essa reflexão toda me estilmula a propor que no futuro, após nos familiarizarmos com os trabalhos de todos, fizessemos trocas mais consistentes e mais propositivas, com exercícios de "processo" e principalmente com o que vocês estão chamando de "tradução".
Nos encontramos no mesmo horário na terça que vem no Cafofo, (rua Presidente Faria 266).
estarei lá beijo! n.
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Beti:
Oi meninos e meninas,
segue em anexo duas fotinhos do nosso encontro no Sítio do Pica-pau amarelo.
Pura "mise en abîme"! adorei!
beijos
até amanhã - terça
às 14h 30 no Cafofo
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